Bolivia y Brasil acordaron el martes “la continuidad del contrato de compra-venta de gas natural” firmado entre ambos países, y que fenece en 2019, así como la provisión por parte de YPFB de gas natural licuado (GNL) y gas licuado de petróleo (GLP) al mercado brasileño.

También se determinó trabajar de manera conjunta para que las petroleras YPFB y Petrobras concreten una sociedad en la Planta de Fertilizantes Tres Lagunas de Brasil, informó el ministro de Hidrocarburos y Energía, Luis Alberto Sánchez, quien dio una conferencia de prensa en Brasilia tras reunirse con su par de Minas y Energía de Brasil, Eduardo Braga.

Sánchez y Braga firmaron un memorándum de entendimiento “mediante el cual confirmaron los lazos de integración energética”, señala una nota de prensa del Ministerio de Hidrocarburos.

La autoridad manifestó que en el documento se establece que Bolivia tiene capacidad para suministrar a Brasil gas natural a partir de 2019 “y por un largo plazo”. La estatal YPFB, como resultado de la implementación del Plan Inmediato de Exploración (PIE)”, demostró que podrá incrementar los niveles de producción del energético, afirmó Sánchez. Por su parte, añadió, Brasil expresó su interés y compromiso de “mantener las relaciones comerciales de compra-venta de gas natural con Bolivia”.

Propuesta de acuerdo

Energéticos

“Bolivia presentó una propuesta de acuerdo marco para la provisión de GLP y GNL para la exportación a Brasil. En este sentido, Petrobras se comprometió a profundizar el diálogo” con YPFB, señaló Sánchez.

La Razón

Bolivia tiene garantizado el mercado brasilero para la venta de gas natural, glp, gnl y fertilizantes

El Presidente Evo Morales, este miércoles en la ciudad de La Paz, informó que la reunión bilateral con la Presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, dio como resultado que Bolivia tiene garantizado el mercado de Brasil para la venta de Gas Natural (GN) después del 2019, Gas Natural Licuado (GNL), Gas Licuado de Petróleo (GLP) y fertilizantes.

“Hay una total apertura (de Brasil) para seguir vendiendo gas. Ya está aprobado que la exportación después del 2019 va a continuar. Ahora el trabajo técnico es cuántos volúmenes, cómo se va ampliar la exploración, producción para garantizar gas hacia Brasil. Nuestro Ministro de Hidrocarburos y Energía (Luis Sánchez) se quedó en Brasil para seguir trabajando en todos estos aspectos”, expresó Morales.

El Presidente boliviano señaló que entre Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) y Petróleos de Brasil (Petrobras) trabajarán en planes de inversión conjunta para continuar la exploración de campos hidrocarburíferos en Bolivia lo que garantizará, además de los volúmenes suficientes de gas a Brasil, la industrialización en Bolivia. “Hay que seguir avanzando en exploración… sí va a continuar por nuestra parte, pero qué mejor con socios”, destacó.

Asimismo, refirió a una reunión que sostuvo en anterior oportunidad con personeros de la firma española REPSOL, quienes expresaron su deseo de invertir en Bolivia hasta el año 2050. “Yo me imagino como una empresa internacional con toda la tecnología y experiencia que tiene, seguramente sabe de la potencialidad que tiene Bolivia en el tema de gas”.

Morales consideró necesario avanzar en estos importantes proyectos y no postergarlos. ¿Si ahora no empezamos estos grandes proyectos, cuándo terminan?, cuestionó.

Las comisiones técnicas actualmente se encuentran avanzando en los detalles de los acuerdos macro refrendados por los Presidentes Morales y Rousseff, durante la última reunión de este martes.

Ministerio de Hidrocarburos y Energía de Bolivia

Brasil e Bolívia firmam agenda de trabalho no setor energético

Os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, do Brasil e Luis Alberto Sánchez, da Bolívia, assinaram nesta terça-feira (02/02), no Palácio Itamaraty, em Brasília, uma Agenda de Trabalho do Comitê Técnico Binacional Brasil-Bolívia em Matéria Energética. O documento reflete o resultado das negociações ocorridas nos dias 27 e 28 de janeiro em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), no âmbito do Comitê, para estudar novos passos para a integração energética entre os dois países.

O evento deu-se por ocasião da visita, hoje, do presidente boliviano, Evo Morales, ao Brasil. Após reunião de trabalho dos dois presidente no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou a importância das iniciativas bilaterais na área de energia: “O Brasil estimula e apoia o objetivo anunciado pelo presidente Evo de transformar a Bolívia em centro energético internacional”.

Eduardo Braga destacou possibilidades de integração energética tanto na área de gás como na de energia elétrica. Um dos pontos da agenda de trabalho é a proposta de um cronograma para permitir que a Usina Hidrelétrica Jirau passe a operar em uma cota constante de 90 metros (acima do nível do mar). Hoje, esse nível de água só é atingido nos períodos de cheia do rio Madeira. Se o reservatório passar a operar com um nível mais alto por mais tempo, haverá um aumento na quantidade de energia elétrica gerada pela usina ao longo do ano, beneficiando os dois países.

Brasil e Bolívia concordam em realizar estudos de pré-viabilidade e de viabilidade para o projeto hidrelétrico binacional do Rio Madeira e de Cachuela Esperanza. Ficou acertado ainda que a Bolívia realizará estudos de viabilidade para duas hidrelétricas nacionais, Rio Beni (Bala) e Rio Grande (Rositas), que, se concretizadas, poderiam receber participação do Brasil e vender energia para os brasileiros. A exportação de energia elétrica boliviana também poderá se dar a partir de termelétricas a gás natural que o país estuda construir. No mesmo sentido, serão estudadas normas para a importação de energia elétrica da Bolívia pelo Brasil, de longo prazo, em regime ininterrompível.

Outros pontos em debate são a renovação do acordo de fornecimento de gás para a Gasbol, a partir de 2019, e as tratativas entre a Petrobras e a empresa boliviana YPFB para atuação conjunta na área petroquímica, em Três Lagoas (MS) e na Bolívia.

O ministro boliviano informou que está em negociação com a empresa proprietária da UTE Mário Covas para associação e garantia de fornecimento de gás. A atuação conjunta entre a brasileira Eletrobras e a boliviana ENDE em aproveitamentos hidroelétricos binacionais também será detalhada na agenda de trabalho.

Acordo

No dia 31 de março, em Santa Cruz, na Bolívia, acontecerá a II Reunião do Comitê Técnico Brasil-Bolívia. Na ocasião os grupos de trabalho detalharão cada ponto que integra a agenda de trabalho. O ultimo encontro foi realizado no dia 28 de janeiro, também em Santa Cruz e contou com a participação dos secretários de Planejamento e Desenvolvimento Energético de Minas e Energia, Altino Ventura, e de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Marco Antônio Almeida.

Brasil e Bolívia

Em julho do ano passado, durante visita do presidente boliviano Evo Morales ao Brasil, os ministros Eduardo Braga e Luis Alberto Sánchez assinaram termo para criação do Comitê Técnico Binacional. O Comitê permite examinar possibilidades conjuntas nas áreas de interconexão elétrica, infraestrutura energética e aproveitamento de recursos hídricos, e conta com um representante titular e um suplente brasileiro e boliviano. Também estão representadas no Comitê a Eletrobras e da ENDE, sua contraparte boliviana; e representantes dos ministérios de Relações Exteriores dos dois países.