El Índice de Actividad Económica del Banco Central (IBC-Br), considerado una previa del Producto Interno Bruto (PIB), retrocedió un 0,52 por ciento en diciembre ante noviembre y acumuló en el 2015 una baja de un 4,1 por ciento, de acuerdo a datos desestacionalizados, informó el jueves la autoridad monetaria.

El IBC-Br cayó un 1,87 por ciento en el cuarto trimestre, ante el trimestre previo y un 6,3 por ciento sin ajuste por estacionalidad ante el último trimestre del 2014.

Diciembre fue el décimo mes seguido de retracción en la actividad económica, informó el banco.

El dato del desempeño del PIB será divulgado el próximo 3 de marzo por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE). El mercado espera una baja de un 3,8 por ciento para el 2015 y de 3,3 por ciento para este año.

El IBC-Br mide el nivel de actividad de la industria, el comercio, los servicios y el sector agropecuario.

Brasil 24/7

Economia encolheu 4,1% em 2015 nas contas do BC

Os cálculos do Banco Central mostraram que a recessão brasileira é mais grave do que o imaginado. A economia encolheu nada menos que 4,11% no ano passado, segundo o Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br). Em dezembro, o recuo foi de 0,52% e o desempenho mensal ficou no negativo pelo décimo mês seguido — o maior período de retração desde que o BC passou a registrar os dados.

O resultado anual — o mais baixo desde o início da série do BC, há 13 anos — foi pior que as expectativa dos analistas do mercado financeiro, que preveem uma retração de 3,8% em 2015. Essa é a aposta para o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB), que será divulgado pelo IBGE apenas no mês que vem. Ele é mais complexo que o índice do BC, que é considerado apenas um indicador antecedente e foi criado para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Se confirmada a projeção, será a primeira retração da economia em seis anos. E também a pior queda desde 1990, quando a atividade econômica no país encolheu 4,3%.

Apesar das diferenças metodológicas, o IBC-Br traduz o que os dados setoriais têm revelado nos últimos meses: a crise é mais profunda do que o esperado. Esse foi o pior resultado desde o início da série histórica há 13 anos. E aumentou as apostas de que o resultado oficial ficará perto dos 4% de retração.

“Os dados reforçam, assim, nossa expectativa de contração de cerca de 1,5% do PIB no último trimestre do ano passado, acumulando queda de 3,9% em 2015”, frisou o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros.

O CRESCIMENTO DA ECONOMIA MEDIDO PELO BANCO CENTRAL

O QUE É

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br) reflete a evolução da atividade econômica do país e baliza a elaboração da estratégia de política monetária. O BC leva em consideração o desempenho de varejo, agropecuária, indústria de transformação, extrativa, da construção civil e produção e distribuição de eletricidade, gás e água, esgoto e limpeza urbana

EVOLUÇÃO DO IBC-BR

Variação em relação ao mês anterior (em %)

Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia. O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).

Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.

O Globo