La presidenta brasileña, Dilma Rousseff, pidió a su homólogo búlgaro, Rosen Plevneliev, que su país se implique para dar un impulso a las negociaciones comerciales entre el Mercosur y la Unión Europea.

“Estoy segura de que podemos contar con el apoyo de Bulgaria en esta dirección”, dijo Rousseff en una declaración a periodistas al lado de Plevneliev, después de la reunión que ambos mantuvieron en el palacio presidencial de Planalto.

Plevneliev respondió que Bulgaria trabajará por que las negociaciones entre el bloque europeo y el suramericano avancen “de la forma más rápida”.

Las negociaciones entre el Mercosur y la UE se remontan a los años 90, quedaron enseguida estancadas y solo se retomaron en 2010, pero avanzan lentamente.

Ambos bloques esperaban realizar su primer intercambio de ofertas a finales del año pasado, pero la UE pospuso esta operación alegando que espera una propuesta más ambiciosa por parte del Mercosur, bloque integrado por Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela.

Al margen de las negociaciones comerciales entre el Mercosur y la UE, Plevneliev ofreció a su país como la “puerta de entrada” de Brasil a Europa y consideró que el gigante latinoamericano puede abrir las puertas de Suramérica a las empresas de su país.

El presidente búlgaro está acompañado de una nutrida delegación empresarial, con la que tiene previsto visitar este martes las dos principales patronales de Brasil, la Confederación Nacional de la Industria (CNI) y la Federación de Industrias del Estado de Sao Paulo (Fiesp).

Rousseff y Plevneliev firmaron un acuerdo en el campo científico y de educación, para facilitar el intercambio de investigadores y la colaboración de instituciones del ramo.

Al cerrar su intervención, Rousseff dijo “gracias” en búlgaro para agradecer la visita de su colega y recordó que su padre nació en ese país europeo.

En 2011 Rousseff realizó un viaje oficial a Sofía y aprovechó para visitar Gábrovo, la ciudad natal de su padre, Petar Rúsev, cuyo nombre acabó convertido en Pedro Rousseff cuando emigró a Brasil.

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Dilma: Brasil quer avançar na troca de ofertas entre Mercosul e União Europeia

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (1º) que o Brasil tem “todo o interesse” em avançar na troca de ofertas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. “Temos interesse em avançar na negociação de um acordo que seja benéfico para o nosso bloco e para a União Europeia. Estamos seguros de poder contar com o apoio e engajamento da Bulgária nessa direção”, disse Dilma, após reunião com o presidente búlgaro Rosen Plevneliev, no Palácio do Planalto.

As negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então, avançam de maneira inconsistente. No ano passado, o diálogo foi retomado e os dois blocos chegaram a marcar a troca de ofertas para o último trimestre do ano passado, o que acabou não ocorrendo.

O presidente Plevneliev afirmou que a Bulgária vai trabalhar e se esforçar para que o acordo de livre comércio entre os blocos seja firmado o mais breve possível. Segundo ele, há interesse mútuo em ampliar as relações políticas e econômicas e o Brasil já ocupa o primeiro lugar do comércio búlgaro na América Latina. “A Bulgária se moderniza e pode ser porta de entrada para o Brasil na União Europeia”, disse Plevneliev.

Segundo a presidenta Dilma, a crise dos refugiados que envolve Europa, Norte da África e Oriente Médio foi um dos temas da agenda global tratados no encontro. “A crise exige soluções coletivas por parte da comunidade internacional. Por sua posição geográfica, a Bulgária é ator fundamental na resolução desse tema que afeta todos os países direta e indiretamente. E é reconhecida sua posição equilibrada nesta matéria. É preciso que se encontre solução política e abrangente para o conflito na Síria”, afirmou.

Na primeira visita oficial de caráter bilateral do mandatário búlgaro ao Brasil, foram assinados o Acordo de Previdência Social e o Memorando de Entendimento entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Educação e da Ciência da Bulgária.

O Acordo de Previdência Social estabelece regras sobre tratamento equitativo, exportação de benefícios e legislação aplicável.

Segundo o Palácio do Planalto, a assinatura do Memorando de Entendimento entre o CNPq e o Ministério da Educação búlgaro vai permitir incrementar o intercâmbio de estudantes e de pesquisadores. O acordo facilita a realização de eventos científicos, seminários, intercâmbio de pesquisadores e o financiamento de projetos conjuntos de pesquisa.

Dilma também lembrou suas origens búlgaras pelo fato de seu pai ser um imigrante. Pedro Rousseff nasceu na cidade de Gabrovo, na Bulgária. Em 2011, Dilma visitou o país e se encontrou com parentes. Foi a primeira vez que ela visitou a Bulgária.

Agencia Brasil