Brasil e Alemanha vão ampliar seu comércio bilateral, com exportações de maior valor agregado por parte do Brasil, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante declaração conjunta com a chanceler Angela Merkel, no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada pelas duas governantes durante reuniões com vários ministros dos dois países, quando a presidenta Dilma apresentou aos alemães as oportunidades para o crescimento dos investimentos no Brasil, especialmente em infraestrutura e em energia elétrica.

“Aproveito para reiterar o convite para que empresas alemãs participem dos processos licitatórios envolvendo a segunda etapa do Programa em Investimento em Logística e da etapa agora, que abrimos, do Programa de Investimentos em Energia Elétrica”, disse Dilma, ressaltando que o segundo, de energia, tem foco nas energias renováveis, como biomassa, eólica, solar e também na eficiência energética. A Alemanha, tradicionalmente, tem mostrado interesse em energias renováveis.

“Estimulamos também o fortalecimento das parcerias, dos negócios entre os nossos empresários, incluindo fomento a investimentos, a joint ventures entres pequenas e médias empresas”, acrescentou a presidenta, destacando ainda a relevância da cooperação entre os dois países no setor portuário, educação, ciência, tecnologia e inovação.

Essas áreas, disse Dilma, “são prioritárias para o aumento da produtividade da economia e a consolidação das conquistas sociais no Brasil”.

A presidenta também reafirmou a disposição do Mercosul de trocar propostas comerciais com a União Européia até o fim do ano.

“Essa apresentação de ofertas até o fim de 2015 vai permitir uma ampliação das relações comerciais entre o Brasil e o Mercosul, a Alemanha e a União Europeia”, comentou depois a presidenta, em entrevista coletiva à imprensa.

Merkel, por sua vez declarou que irá trabalhar junto à Comissão Europeia para acelerar as negociações pelo acordo comercial. A chanceler destacou o papel de liderança que o Brasil exerce no bloco sul-americano e também falou sobre o protagonismo assumido pelo País no cenário mundial nos últimos anos. Citou a atuação nos desafios da política externa, os esforços pela manutenção da paz e a liderança pela privacidade na área da internet.

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Dilma e Angela Merkel debatem acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

Em declaração à imprensa nesta quinta-feira (20), a chanceler Angela Merkel, afirmou que durante a reunião de trabalho com a presidenta Dilma, os dois países avançaram na conversação sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Merkel afirmou que, da sua parte, irá trabalhar junto à Comissão Europeia para acelerar as negociações pelo acordo comercial. A previsão é que ocorra troca de propostas entre os dois blocos no último trimestre deste ano.

A chanceler destacou o papel de liderança que o Brasil exerce no bloco sul-americano e também falou sobre o protagonismo assumido pelo País no cenário mundial nos últimos anos. Citou a atuação nos desafios da política externa, os esforços pela manutenção da paz e a liderança pela privacidade na área da internet. O avanço do Brasil, segundo ela, se deve ao intenso desenvolvimento econômico e social vivido aqui nos últimos anos. E destacou o fato de o País ter saído do mapa da fome em 2014.

A chanceler salientou também o acordo firmado para evitar a bitributação na área de transportes marítimos e aéreos e o interesse alemão em parcerias no campo de energia eólica e investimentos em infraestrutura de transportes, portos e linhas de transmissão. Falou ainda sobre acordos em educação, saúde, agricultura, bioeconomia, indústria 4.0 (fábricas inteligentes) e adubos, entre outros.

Um novo encontro de alto nível entre os dois governos está previsto para ocorrer em dois anos, na Alemanha.

Mudança do clima

Brasil e Alemanha firmaram importantes acordos para conservação e regularização ambiental. Tendo em vista a realização da Conferência Mundial sobre o Clima da ONU (COP-21), que será realizada no final do ano em Paris, Angela Merkel afirmou que os dois países, que contam com tradição em parcerias nesta área, têm uma agenda ambiciosa em ações para proteção do clima. Disse que o Brasil deu um enorme passo para alcançar isso e se referiu à meta para reduzir o desmatamento a zero até 2030, da política de proteção dos povos indígenas, ações que são em benefício do mundo todo.

Sobre as ações do governo alemão, ela destacou a criação de um fundo de € 500 milhões para a questão climática e de urbanização. Falou também sobre a meta de descarbonização da indústria até o final do século.
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