El presidente boliviano, Evo Morales, y su homóloga de Brasil, Dilma Rousseff, consolidaron hoy los nexos bilaterales entre las dos naciones, tras suscribir aquí nuevos acuerdos comerciales en temas económicos y energéticos.

“Esta reunión nos permite trabajar temas importantes para ambos pueblos como el relacionado a la energía, los hidrocarburos, la salud, infraestructura, comercio, cooperación fronteriza y combate al narcotráfico”, señaló Morales en conferencia de prensa en Palacio Planalto -sede del Gobierno brasileño-.

El jefe de Estado remarcó que Bolivia y Brasil son dos países aliados, hermanos y celebró el desarrollo industrial alcanzado por el Gigante sudamericano.

En ese sentido, añadió que su país está interesado en comprar tecnología brasileña para mejorar la producción agropecuaria.

Al referirse al tema energético, el dignatario boliviano confirmó que se vio la posibilidad de que ambos países se asocien en un proyecto petroquímico que planifica Bolivia y se acordó ampliar el contrato energético entre las dos naciones.

Igualmente, se discutieron las bases para llevar adelante cuatro proyectos hidroeléctricos que serían desarrollados de forma conjunta en la frontera amazónica entre ambos países y se habló sobre la construcción del tren bioceánico que pasará por Bolivia y unirá los puertos de Santos, en Brasil, e Ilo, en Perú.

Por su parte, Rousseff agradeció la visita a Morales, resaltó el valor de su gestión gubernamental y aseguró que ambos países fortalecerán sus vínculos comerciales y trabajarán para garantizar la integración regional.

“Quiero agradecer a nuestro querido presidente Evo Morales. Brasil y Bolivia seguirán siendo socios en la consolidación de un espacio de conocimiento de paz, de democracia y justicia social”, aseveró Rousseff.

Poco después el mandatario boliviano entregó una moderna infraestructura para la Embajada de Bolivia aquí.

Evo Morales recorrió los ambientes en compañía del canciller David Choquehuanca y los ministros de Hidrocarburos y de Planificación del Desarrollo; Luis Alberto Sánchez y René Orellana, respectivamente.

Presidencia del Estado Plurinacional de Bolivia

DILMA EXALTA A EVO; VE A BOLIVIA COMO CENTRO ENERGÉTICO REGIONAL

Tras recibir en Brasilia al presidente de Bolivia, Evo Morales, la mandataria Dilma Rousseff dijo que Brasil apoya el objetivo de transformar a su vecino en el “corazón energético de América del Sur”.

La presidenta brasileño indicó que el gobierno ha acompañado con mucho interés los esfuerzos del país altiplánico para ampliar su “exitosa explotación de gas natural”.

También aseveró, poniendo como ejemplo la importancia que Bolivia tiene para el desarrollo de Brasil, que el 30 por ciento de la demanda de gas brasileña es cubierta por Bolivia, que cada día bombea unos 32 millones de metros cúbicos del fluido por el gasoducto binacional.

El contrato de suministro de gas fue firmado en 1999 y vencerá en 2019, pero ambos Gobiernos ya han iniciado las conversaciones para renovarlo por otras dos décadas.

Al compartir un almuerzo en el Palacio de Itamaraty con el presidente boliviano, Dilma dijo que Morales es un “símbolo” de América Latina y de la capacidad de los pueblos de representarse “de forma independiente”. Agregó que Brasil desea que Bolivia desarrolle su potencial de producción y exportación de energía eléctrica.

Los mandatarios se reunieron en el Palacio del Planalto, la sede del Ejecutivo de Brasil, y luego concurrieron a la sede de la cancillería de Brasil, donde un grupúsculo de manifestantes agredió verbalmente al presidente boliviano.

Dilma destacó que Morales dio a los bolivianos desarrollo social, estabilidad política y evolución económica.

Ambos acordaron también sumar esfuerzos para combatir el mosquito Aedes aegypti, que transmite el dengue, la fiebre chikungunya y el virus zika.

Brasil 24/7

Declaração à imprensa da Presidenta da República, Dilma Rousseff, após reunião ampliada com o Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales – Brasília, 2 de fevereiro de 2016

Excelentíssimo senhor Evo Morales, Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia,
Senhoras e senhores Ministros de Estado e integrantes das delegações da Bolívia e do Brasil,
Senhoras e senhores jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Senhoras e senhores,

Tenho hoje a especial satisfação de receber o Presidente Evo Morales. Quero agradecer-lhe, e a sua delegação, por esta visita.

A Bolívia é para o Brasil um parceiro fundamental e estratégico. É um país que possui nossa maior fronteira, com uma grande extensão em milhares de quilômetros e com o qual mantemos forte processo de integração.

Compartilhamos também, cada vez mais, vínculos humanos com brasileiros radicados ou estudando na Bolívia e bolivianos estudando e trabalhando no Brasil, para o desenvolvimento de nosso País e contribuindo com seu trabalho.

Nossos governos estão unidos na prioridade que damos à eliminação da fome e à redução da pobreza e da desigualdade.

Gostaria, nesse sentido, de reconhecer e ressaltar os imensos avanços sociais e os grandes avanços econômicos pelos quais a Bolívia tem passado nos últimos anos. Isso graças ao governo do Presidente Evo Morales. Saudamos, portanto, os resultados muito positivos no combate à pobreza, o aumento da renda da população e o excelente desempenho da economia que permitirão que o país desempenhe papel cada vez importante em nossa região: Celac, Unasul e Mercosul onde a Bolívia tem tido cada vez maior presença.

Hoje, o Presidente Evo Morales e eu repassamos os principais temas da agenda bilateral, como a importantíssima integração energética, que existe entre nossos países na área de gás e certamente de outros hidrocarburos. A cooperação é fronteiriça, necessária entre países que compartilham fronteira tão imensa. Infraestrutura, defesa, comércio e investimentos, combate aos ilícitos internacionais, comércio, cooperação técnica e gestão de recursos hídricos, além da agricultura e segurança alimentar, entre outros.

Quero destacar aqui a importância da integração energética. O Brasil estimula e apoia o objetivo, anunciado pelo Presidente Evo Morales, de transformar a Bolívia em centro energético regional. Atualmente, a Bolívia contribui para a estabilidade energética do Brasil, com cerca de 30% da oferta de gás natural sendo coberta pela Bolívia no mercado brasileiro. Mediante novos investimentos em hidroeletricidade e hidrocarbonetos, nosso vizinho boliviano, nosso vizinho da Bolívia, ampliará seu potencial de produção e exportação de energia elétrica. Vamos trabalhar, também, em iniciativas conjuntas relativas a GNL, GLP e fertilizantes, aproveitando sinergias e complementariedades entre nossos países.

Nesse contexto, estabelecemos, em 2015, o comitê binacional sobre energia, para trabalharmos na identificação e desenvolvimento de novas oportunidades, como, por exemplo, o aproveitamento hidrelétrico conjunto do Rio Madeira.

Temos todo o interesse em avançar em projetos de infraestrutura, que facilitem os fluxos entre nossos países na América do Sul e nos mercados extra-regionais. Abordamos e definimos o estudo e a avaliação econômico-financeira do projeto do corredor ferroviário bioceânico central, projeto complementar à Ferrovia Transcontinental e o acesso ao Depósito Franco, no porto de Paranaguá, pela Bolívia.

Ressaltei ao Presidente Evo Morales o interesse que o Brasil tem em ampliar o comércio entre nossos países. Somos o primeiro destino das exportações bolivianas e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. É necessário, porém, diversificar e aumentar nossas trocas, para voltar a superar o patamar dos US$ 5 bilhões de intercâmbio comercial.

Também concordamos em priorizar a cooperação fronteiriça, em benefício das comunidades de brasileiros e bolivianos que vivem ao longo de nossa extensa fronteira, assim como daqueles residentes nos dois países, estimulando as reuniões dos Comitês de Integração Fronteiriça.

No plano regional, a adesão da Bolívia ao Mercosul conta com o firme e determinado apoio do Brasil. Ela confirma a atratividade do bloco, ela aumenta atratividade do bloco, ela fortalece o propósito energético de eliminar barreiras comerciais e aprofundar a integração sul-americana.

Temos, com a Bolívia, permanente diálogo no âmbito da Celac e da Unasul, em amplíssima gama de temas.

Abordamos também o desafio do vírus zika e a necessidade de trabalharmos juntos para combater o mosquito, evitando sua proliferação e desenvolvendo vacinas. É uma tarefa necessariamente coletiva de todos os países, aqui da América do Sul e da América Latina.

Analisamos, ademais, a conjuntura econômica internacional e seu impacto sobre países como os nossos, com importante pauta exportadora de commodities.

Quero, por fim, agradecer o nosso querido amigo Evo Morales. Brasil e Bolívia vão continuar sendo parceiros prioritários na consolidação de um espaço de crescimento, de paz, de democracia, justiça social e inclusão na América Latina, na América do Sul.

Muito obrigada.

Ministério das Relações Exteriores